O declínio do Miss Universo
• 31 agosto, 2009 •
Já não se elege uma miss como antigamente. A frase é antiga, mas pelo menos nos concursos de Miss Universo na era Donald Trump ela é tão atual como o twitter para os internautas. E isto ficou bem evidenciado na última edição do mais importante evento de beleza universal, no dia 23, por meio de um festival de equívocos e desonestidades.

Miss Kosovo, Marigona Dragusha (Fotos: site)
Todo o glamour que estávamos acostumados a acompanhar pela televisão nos tempos da passarela com mulheres lindíssimas, deu lugar a uma nova leva de pessoas cujo único objetivo é agradar ao vovô Donald Trump e sua corte cafonérrima.

Miss Brasil, Larissa Costa, com uma baiana que fazia jús ao concurso
Aliás, esse empresário deveria mudar o nome da competição de Miss Universo para Top Model Universal, pois estaria sendo mais honesto e coerente com o formato atual. Pois, se nos bons tempos da CBS Americana havia shows de artistas internacionais, cenários cinematográficos e misses deslumbrantes sendo anunciadas pelo carismático Bob Bakker, na era Trump o que temos assistido tem sido de uma pobreza franciscana.

Miss México, Karla Carrilo
Em tudo, desde a seleção dos ilustres jurados desconhecidos até as apresentações de cantores medíocres, dignos de shows suburbanos ou vaquejadas, e nunca de uma competição transmitida para o mundo. E o cenário desse último concurso, o que era aquilo…?

Miss Rússia, Sofia Rudyeva
Mas o pior mesmo foi digerir as incoerências com a própria razão da existência da competição que seria eleger a mulher mais bonita do planeta. E as contradições, para não dizer injustiças ou arrumadinhos começou com a seleção das 15 semifinalistas. As melhores candidatas, como México, Colômbia, Rússia, Brasil, Itália, Espanha, China e Namíbia ficaram de fora do top 15.

Miss República Tcheca, Iveta Lotovská
Em seus lugares entrou um grupo estranhíssimo de garotas de beleza duvidosa, a pior seleção das três últimas décadas. E ainda tem missólogos que teimam em afirmar que são “mulheres com atitude, de beleza exótica”. E onde ficou a beleza de verdade, na melhor acepção desse termo? A das asiáticas e das negras, por exemplo? Algumas destes continentes deveriam compor o grupo das semifinalistas para mostrar a diversidade de raças existente no planeta.
Bem, sou do tempo que o termo “exotismo” era usado quando não queríamos dizer que uma pessoa era feia. E atitude não tem nada a ver com beleza. A palavra é politicamente correta quando empregada para expressar “gente com personalidade”, capaz de tomar uma decisão na hora diante de um acontecimento inesperado, de uma situação vexatória, algum imprevisto. Portanto, a palavra não combina com a beleza como estética.
E algumas das “belezas exóticas” que figuraram no Top 15, na verdade resultaram de um equívoco inquestionável de quem as escolheu - inocentemente ou propositalmente. Prefiro não opinar sobre o Top 5, até porque não quero ser taxado de “bairrista” ou decepcionado pela exclusão da brasileira. Até porque minhas candidatas eram Rússia, República Tcheca e México - os rostos mais bonitos. De uma coisa tenham certeza: quando existem interesses por alguma candidata no Top 5 para ganhar a competição, propositalmente são escolhidas quatro outras bem fraquinhas.
Após assisitir ao Miss Universo 2009, fiquei com a sensação de que esse certame não tem mais sentido depois que foi parar nas mãos do Donald Trump. Melhor seria que a TV Bandeirantes revisse esse contrato com o mega empresário americano e começasse a se voltar para o Miss Mundo, que é um evento de muito mais prestígio e credibilidade junto a comunidade internacional.
Até o formato do Miss Mundo é melhor. E a prova é quando se compara o número de países que enviam participantes às duas competições. Enquanto a quantidade de candidatas a Miss Universo não passa dos 80, no Miss Mundo as inscrições vão além de 110. (Jornalista Muciolo Ferreira)
2 Comentários para “O declínio do Miss Universo”
1isa
24 dAmerica/Sao_Paulo fevereiro dAmerica/Sao_Paulo 2010 @ 21:54
Miss não é modelo. Se essas meninas esquálidas querem se mostrar para o mundo, por favor, não no Miss Universo! Miss é para mulheres BONITAS de verdade. Adorei o artigo.
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2vera regina grovermann
12 dAmerica/Sao_Paulo dezembro dAmerica/Sao_Paulo 2010 @ 13:55
concordo,miss nao e modelo,a brasileira esse ano de 2010 nem apareceu depois dos trajes tipicos,foi um concurso frivolo,ganhou quem eu escolhi mas nao achei mais graça.Estao cada vez mais exigentes em colocar meninas muito magras fica horrivel.Bons tempos aqueles.E negras? quando que o Brasil vai apostar numa candidata negra?No miss RGS para 2011 ficou uma negra linda em terceiro lugar,sera que foi por coincidencia? eu tenho certeza que a SAME (candidata Miss PORTO ALEGRE)se sairia otimamente no miss Brasil e Miss Universo.
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