Um nome que a História guardou
• 29 maio, 2010 •
Hélio Coutinho Corrêa de Oliveira, filho de Maria Dolores de Moraes Coutinho e Joaquim Gomes Corrêa de Oliveira, nasceu no dia 6 de abril de 1910, em Nazaré da Mata. Aos cinco anos de idade Hélio sofreu sua primeira perda. Seu pai, médico, faleceu vitima de tuberculose. Após algum tempo de viuvez Dolores casou-se novamente com Rodolfo Medeiros e foram morar na Bahia.

O usineiro Helio Coutinho Correia de Oliveira (Fotos: Arquivo)
Com 13 anos de idade Hélio começou a trabalhar. Aos 16 anos trocou a Bahia por Nazaré da Mata, onde incursionou no mundo da cana-de-açúcar. Com 25 anos de idade se casou com Dinorah Gonçalves Guerra, fixando residência em Nazaré da Mata. Tiveram oito filhos Joaquim, Helio, José Alfredo, Maria Heliana, Rodolfo Luiz, Anna Dolores, Sérgio Mauricio e Dinorah.

Dinorah e Helio Coutinho
Em Nazaré da Mata Helio fundou a Cooperativa Banco Popular. Depois foi diretor da Associação Comercial de Pernambuco, e convidado pelo governador Agamenon Magalhães fundou o Partido Social Democrático – PSD, em nosso Estado. Foi secretário da Agricultura, Indústria e Comércio, Superintendente do Porto do Recife, Deputado Federal e Estadual.

Helio e Dinorah Coutinho ao lado dos filhos
Ainda ligado à cana-de-açúcar, fez concurso para tabelião e veio transferido para o Recife onde exerceu o Tabelionato no 8º Cartório de Notas da Capital – Cartório Helio Coutinho, permanecendo até se aposentar aos 70 anos. Com o tempo foi se desfazendo dos engenhos, e aos 71 anos, um grande impacto o atingiu, a morte do seu filho Joaquim, com 45 anos. Não suportou a dor por muito tempo, vindo falecer dois meses depois em 20 de maio de 1981, no Rio de Janeiro. No dia 11 de junho de 1986 falecia sua amada Dinorah.
1 Comentário para “Um nome que a História guardou”
1JOSE SANTOS
22 dAmerica/Sao_Paulo setembro dAmerica/Sao_Paulo 2010 @ 15:24
Vendo pela primeira vez a foto de Seu Hélio e D. Dinoráh fiquei bastante emocionado, pois crescí ouvindo minha mãe falar (de bem) desse prestigiado casal, ao qual ela prestou serviços como doméstica, se orgulhava de ter sido babá de Joaquim, o qual quando menino ao ser chamado de “quinca” replicava celeremente, “EU SOU DR. JOAQUIM”, todos riam com Ele. Sou filho de Maria de Lourdes, moradora no engenho cotunguba - Tracunhaém - (na época pertencia a Nazaré)Minha mãe faleceu em Carpina em 1998 e meu pai (afilhado de Seu Hélio) foi administrador do engenho Cancela e depois de Saguim, vizinhos de Cotunguba, faleceu aos 92 em 2004, ainda mostrei a Ele a reportagem sobre o velorio de José Alfredo na Assembleia Legislativa, pouco tempo antes de papai partir. Sou afilhado de crisma de Rodolfo, na igreja de Cotunguba, me deêem notícias dele atavés do e-mail. Quanta Saudade. DEUS COM TODOS.
Um abraço -
JOSÉ SANTOS -
[Responder]
Deixe um comentário