Um nome que a história guardou

 • 30 maio, 2009 • 

Apesar de ter vivido 32 anos no Rio de Janeiro, o poeta e dramaturgo recifense Joaquim Cardozo não é um filho ingrato de sua terra: o Nordeste, e em particular Recife, que o viu nascer e sempre presente em sua obra, funcionando muitas vezes como a própria matéria de sua poesia. Entretanto, a terra nordestina não se manifesta apenas como memória ou saudosismo, como acontece com frequência entre tantos poetas. Surge como natureza complexa e viva, como paisagem original, e do mesmo modo como contradição e miséria social. O Nordeste, no caso de Cardozo, é uma verdadeira dimensão do espírito do poeta, um local real onde ocorre o mundo.

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O poeta Joaquim Cardoso (Foto: Divulgação)

Atuando profissionalmente como engenheiro, inclusive como assistente de Oscar Niemeyer, tendo sido Brasília quantificada em sua prancheta de engenheiro calculista, a arquitetura também tem papel fundamental no tratamento poético de Joaquim Cardozo. O verso calculado, preciso, trabalhado sem afetação, constitui sempre um conjunto harmonioso, de marcada preocupação arquitetônica, ainda que simples e objetivo. Por outro lado, procura dar significação poética à arquitetura, deixando trabalhos teóricos importantes nessa área.

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Joaquim Cardoso por Di Cavalcanti

São de sua autoria: Poemas (1947) - Prelúdio e Elegia de uma Despedida (1952) - O Signo Estrelado, (1960) - O Coronel de Macambira (1963) - De uma Noite de Festa (1971) - Poesias Completas (1971) - O Capataz de Selema / Antônio Conselheiro / Boi de Carro (1975), Um Livro Aceso e Nove Questões Sombrias (1981), Poemas Selecionados (1996), uma antologia organizada por César Leal. (Jornalista Ariadne Quintella)

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