Um nome que a história guardou

 • 13 junho, 2009 • 

José do Lins do Rego Cavalcanti nasceu no dia 3 de junho de 1901, no Engenho Corredor, em Pilar, a 56 km de João Pessoa (PB). Filho de João do Rego Cavalcanti e Amélia Rego Cavalcanti com a morte destes, José Lins passa a viver com o avô materno - José Lins Cavalcanti de Albuquerque - no engenho Corredor, sob os cuidados da sua tia Maria. A recordação da infância motivou a escrever o best seller “Menino de Engenho” e os livros seguintes Doidinho, Usina e Bangüê. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1955, José Lins do Rego é Um Nome que a história Guardou e que a Paraíba reverencia hoje como um de seus mais ilustres conterrâneos.

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José Lins do Rego (Fotos: Fundação Joaquim Nabuco)

Em 1909, José do Lins estudou no Internato Nossa Senhora do Carmo em Itabaiana (PB). Três anos se transfere para João Pessoa onde estuda no Colégio Diocesano Pio X. Em 1915 muda-se para o Recife, onde cursa o Instituto Carneiro Leão e o Ginásio Pernambucano. Em 1919 matricula-se na Faculdade de Direito do Recife onde se torna amigo dos escritores José Américo de Almeida e Gilberto Freyre.

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Nos anos 20 no Recife, José Lins com os colegas escritores Olivio Montenegro e Gilberto Freyre

José do Lins casou-se em 1924, com Filomena Massa (Naná), filha de senador, com quem teve três filhas: Maria Elisabeth, Maria da Glória e Maria Cristina. Nomeado promotor público em 1925 exerceu o cargo em Manhuaçu (MG). Um ano depois desiste de fazer carreira na magistratura e transfere-se para Maceió, onde passa a trabalhar como fiscal de bancos, “de bengala, monóculo e costeletas”. Em 1935, transfere-se definitivamente para o Rio de Janeiro, onde colabora em alguns jornais e exerce cargos diplomáticos. Elege-se para a cadeira 25 da Academia Brasileira de Letras em 1955.

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José Lins na sua posse na Academia Brasileira de Letras em 1955 com Austragésilo de Atayde

Quem visita a capital paraibana não deve deixar de ir ao Espaço Cultural José do Lins Rego, inaugurado em 19 de março de 1985. No local encontra-se o museu José do Lins Rego com a completa biblioteca (gabinete particular) doada pelo escritor e que inclui o seu acervo bibliográfico com mais de 4 mil volumes, enriquecido com telas, fotografias, cartas, comendas, manuscritos das obras do escritor, objetos pessoais, busto em bronze do escritor, da autoria de Bruno Giorgi, máquina de escrever, máquina de costura do Engenho Corredor. Destaque para a bandeira do Flamengo, que pertenceu ao escritor que era torcedor fanático.

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José Lins e o conterraneo paraibano escritor e ministro José Américo de Almeida

José do Lins do Rego faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1957, aos 56 anos de idade, no Hospital dos Servidores do Estado, vitima de hepatopatia. Quando da sua morte, Gilberto Freyre escreveria que fora José Lins “O mais constante, o compreensivo, o mais leal dos meus companheiros de geração. José Lins deixou uma produção literária muito densa, com 12 romances, um livro de memórias, livros de crônicas, e literatura infantil. O Romance mais lido é o “Menino de Engenho”, e sua obra prima é “Fogo Morto. (Rogério Almeida)

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José Lins e a esposa Filomena Marsa e as filhas Maria da Gloria e Maria Cristina

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6 Comentários para “Um nome que a história guardou”

  1. 1lucivania
    28 dAmerica/Sao_Paulo julho dAmerica/Sao_Paulo 2009 @ 15:14

    Sou profª, e a escola onde trabalho irá fazer um desfile cívico onde o tema a ser desenvolvido e a Paraíba, por isso quero saber quais sao os principais filhos inlustre da Paraíba?(cantores,dançarinos ,artista plástico, etc)

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  2. 2Genival do Queijo
    9 dAmerica/Sao_Paulo maio dAmerica/Sao_Paulo 2010 @ 23:29

    Minha estimada Lucivänia. O maior cantor do estado da paraíba sem dúvida é o Parrá. E Político forte é o Zé do Gado, Zé da Granja e Zé Ruela

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  3. 3tayslane
    27 dAmerica/Sao_Paulo março dAmerica/Sao_Paulo 2011 @ 18:58

    uma otima historira pra guarder e de uma otima psseoa pra se lembrar

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  4. 4ROBSON
    30 dAmerica/Sao_Paulo abril dAmerica/Sao_Paulo 2011 @ 12:11

    GOSTARIA DE SABERSE AINDA FUNCIONA NO ESPAÇO CULTURAL DE JOÃO PESSOA O MUSEU DEDICADO A JOSE LINS DO REGO? VISITEI RECENTIMENTE A MINHA CIDADE NATAL, E O MEU FILHO ME PEDIU PARA QUE EU O LEVASSE A UM MUSEU. O UNICO QUE ME INFORMARAM FOI O QUE FUNCIONA NA IGREJA DE SÃO FRANCISCO, PARA ONDE O LEVEI. E FICOU SÓ NISSO POIS NÃO TIVE MAIS NENHUMA OPÇÃO. ATÉ MESMO O “WALFREDO RODRIGUES”, SOUBE QUE FOI TRANFERIDO PARA UMA CIDADE DO INTERIOR DA PARAIBA. SE É VERDADE EU NÃO SEI.

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  5. 5Assis Souza
    1 dAmerica/Sao_Paulo junho dAmerica/Sao_Paulo 2011 @ 0:13

    Adoro as suas obras Menino de engenho ja li uma 3 vezes, e também fogo morto, Foi um grande Homem!!!

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  6. 6marioromero
    15 dAmerica/Sao_Paulo setembro dAmerica/Sao_Paulo 2011 @ 18:10

    É motivo de muita satisfação ter um conterrâneo como José Lins. Suas obras são maravilhosas, ele consegui transcrever uma época, sobre todos os aspectos, ele era incrível. Sou paraibano e fui radicado no Rio de Janeiro, cidade aonde José Lins viveu a maior parte de sua vida. Por mais incrível que possa parecer, mesmo como conterrâneo, foi através de um amigo de Niterói, Talmo de Paula Freitas, que descobri as obras de José Lins. Fui indagado, Mário, você não conhece José Lins e suas obras ? Eu radicado no Rio de Janeiro, há alguns anos, respondi, não ! Momente em que ele disse: Leia: Menino de Engenho. Lí e gostei muito. Hoje tenho quase todas as obras de José Lins e procuro saber tudo sobre ele. com muito prazer e alegria.

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