Um Nome que a História vai Guardar

 • 26 setembro, 2009 • 

Não é difícil falar sobre Diva Pacheco. É uma sertaneja corajosa, brava, com mil e uma histórias para contar. Em 1972, contra a vontade do seu marido Plinio Pacheco, escreveu o livro “Réu, Reú, Réu, se dessa eu escapei já sei que vou para o céu”, onde narra de forma simples e interessante, o que viveu de bom e de ruim na vida. E foi do livro que extrai um pouco dessa mulher maravilhosa.

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Parabéns, Diva, pelo aniversário (Fotos: Cortesia)

Plinio considerava Diva como uma das remanescentes das heroínas do Tejucupapo. O jornalista Paulo Fernando Craveiro a chama de “O agreste de olhos azuis, uma mulher forte e solidária, criatura tão ampla que terminou ganhando pedaços de céu nos olhos.” Em 1956, conheceu o gaúcho Plinio Pacheco, recém chegado do Rio Grande do Sul e se apaixonaram. A familia não aprovou o relacionamento, pois ele era desquitado.

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O padre italiano Gino quando batizava meu filho Mozart ao lado de Diva

Em agosto de 1957 resolveram fugir, mas no ano seguinte voltavam para Nova Jerusalém casados. Sempre ao lado de Plinio, Diva participou desde o primeiro espetáculo da Paixão de Cristo, trabalhando na criação e confecção dos figurinos e adereços. Também interpretou vários personagens, inclusive o papel de Maria.

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Diva e Plinio Pacheco

É mãe de quatro filhos Xuruca, Nena, Robinson e Paschoal (falecido). Criou mais dois Flávio e Pedro. É avó de oito netos e bisavó de Sophia. No cinema, participou de cinco filmes, entre eles “A Compadecida”, “Noite do Espantalho” e “Batalha dos Guararapes”. Na televisão foi diretora de arte na TV Globo do Rio, na novela “Roque Santeiro” e também em “Morte e Vida Severina”.

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Diva e Fábio Assunpção como Jesus

Seu último trabalho na Globo foi numa novela das sete, de Miguel Falabela, seu grande amigo. Diva Pacheco venceu vários concursos de fantasias no Bal Masqué e Municipal. Para ela a música Vassourinhas deveria ser o hino de Pernambuco. No elenco dos amigos são tantos que seria impossível citar todos. Em 1989 quando completou 50 anos fez uma grande festa na Nova Jerusalém. Aproveitou a data para batizar a neta Gabriela e meu filho Mozart.

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A campeã de fantasias Diva Pacheco

Em agosto de 2002 Plinio Pacheco faleceu, apesar de estarem separados ela foi uma companheira fiel até o fim. E é a ela que presto esta homenagem, hoje, quando completa 70 anos. A festa será longe de Nova Jerusalém, em João Pessoa (PB), sem pompa e circunstância. Sobre os filhos confessou: “Por vocês sou capaz de tudo. Vocês são a razão de minha vida.” (Jornalista Leila Queiroz)

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2 Comentários para “Um Nome que a História vai Guardar”

  1. 1Frei Jociel Gomes
    26 dAmerica/Sao_Paulo setembro dAmerica/Sao_Paulo 2009 @ 7:12

    Parabéns Leyla por essa merecida homenagem à Diva Pacheco, uma mulher que engrandece Pernambuco e o Brasil. Quem ama arte e cultura sabe do que falo. Parabéns mesmo a essa mulher que até no nome é diva. Deus a guarde!

    Frei Jociel (Recife-PE)

    [Responder]

  2. 2Paulo Azevedo
    20 dAmerica/Sao_Paulo dezembro dAmerica/Sao_Paulo 2009 @ 14:42

    Diva Pacheco…Grande estrêla de Nova Jerusalém.

    [Responder]

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